MPPE participa de Oficina de Combate ao Racismo Institucional

“Fracasso coletivo de uma organização em prover um serviço profissional adequado às pessoas por causa de sua cor, cultura ou origem étnica”. Essa é a definição de racismo institucional, que está sendo discutido na I Oficina de Sensibilização – Programa de Combate ao Racismo Institucional, promovida pela Prefeitura do Recife e Departamento para o Desenvolvimento Internacional (DFID). 

O Procurador-Geral de Justiça, Francisco Sales de Albuquerque, e a procuradora de justiça Maria Bernadete Martins de Azevedo, do grupo de trabalho sobre discriminação racial do MPPE, estiveram presentes no evento, que teve início nesta quinta-feira (19) e finda hoje (20), no Hotel Recife Plaza, da Rua da Aurora.

Segundo uma das coordenadoras do evento, Maria Aparecida Bento, representante do Centro de Estudos das Relações do Trabalho e Desigualdades (CEERT), a promoção da oficina tem o objetivo de fazer com que instituições troquem experiências sobre a inclusão da questão racial em suas práticas e procedimentos, com ênfase nos processos de formulação e implementação de políticas públicas.

O Procurador-Geral de Justiça solicitou à coordenação do evento que o Centro de Estudos das Relações do Trabalho e Desigualdade, ajude o MPPE a capacitar seus membros no combate à desigualdade racial.
O assunto já tinha sido discutido anteriormente numa audiência pública coordenada pela procuradora de justiça Maria Bernadete Martins de Azevedo, no dia 30 de maio. 

Sob o tema Estratégias de Atuação do Ministério Público para a Inclusão Social dos Discriminados, o encontro abriu espaço para que as entidades que defendem a questão discutissem o problema junto à sociedade. “A importância dessa audiência é colher propostas para implementar a legislação que já existe”, esclareceu Maria Bernadete, que é integrante de um grupo de trabalho do MPPE sobre discriminação racial. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) demonstram que o Brasil é segundo país com maior número de afrodescedentes do mundo, e 64% dos pobres do país são da raça negra, daí a necessidade de discutir o problema. 

A Procuradora de Justiça Maria Bernadete Martins de Azevedo (ao microfone) e o Procurador-Geral de Justiça, Francisco Sales de Albuquerque (ao centro), representaram o Ministério Público


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