MPPE quer a preservação do monumento Zeppelin

A Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Público inspecionou, no último dia 20, a única torre de atracação do Zeppelin do mundo, que fica no campo do Jequiá, bairro da Mangueira. O objetivo foi investigar as denúncias que alertam para a violenta degradação da estrutura metálica da torre e a falta de manutenção, o que acarreta no comprometimento da sustentabilidade da infra-estrutura. Com as investigações, a Promotoria também pretende cobrar a restauração do monumento e evitar a sua transferência para a Europa, assim como pretende a empresa alemã fabricante de dirigíveis Zeppelin, que visitou o local.

De 1930 a 1937, a torre funcionou como pouso dos dirigíveis, maiores máquinas voadoras da épica. O monumento, que é tombado pelo Governo Estadual desde 1983 e também de responsabilidade do município e da Caixa Econômica Federal, foi avaliado pelo Centro de Apoio Ténico em Engenharia do MPPE. 

O Ministério Público vem buscando soluções para a restauração do local desde 2001, já que o monumento é uma peça histórica e deve ser preservada. Segundo a promotora de Justiça Alda Virgínia de Moura, a preservação dos monumentos históricos está prevista na Constituição Federal, que assegura o zelo do patrimônio. “Cada um tem que assumir suas responsabilidades no âmbito de suas atribuições e não ficar jogando o caso um para o outro. O que não podemos é deixar o monumento se degradar mais ainda”, disse a promotora. 

Na década de 80, foram feitos alguns reparos na estrutura da torre, todavia, de acordo com Alda Virgínia de Moura, não foram observadas grandes mudanças nem melhoria na estrutura metálica. “De lá pra cá não houve mais nenhuma restauração”, afirmou.

A Fundarpe entregou, no último dia 11, um projeto para a restauração da torre – que já está na Secretaria da Educação – que prevê a construção de uma área de lazer para no lugar. O projeto está avaliado em R$ 1,6 milhão e poderá sem financiado pelo Governo Alemão. 

Para verificar o que está sendo feito e estabelecer os prazos exatos para o cumprimento para proteger o lugar, o MPPE realiza, no dia 9 de dezembro, uma audiência pública com representantes de todos os órgãos competentes. “A expectativa da audiência é achar uma solução para a implementação desse projeto (da Fundarpe)”, afirmou Alda Virgínia. Antes da audiência, a Secretaria de Planejamento também realizará, no próximo dia 27, uma reunião para discutir o assunto, o que a promotora classifica como uma “iniciativa positiva”, demonstrando que as investigações do MPPE já estão surtindo efeito.


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