Promotor aponta relações estreitas entre Silvonaldo e ex-policial que atirou em Rossini

23/09/08

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) concluiu pontualmente às 14h a apresentação dos argumentos de acusação contra Silvonaldo Leobiono da Silva, sustentando que sua estreita relação com o ex-policial militar José Ivan Marques de Assis o levou a participar do planejamento e execução do assassinato do promotor Rossini Alves Couto. O promotor André Rabelo leu em plenário vários depoimentos tomados em juízo, durante a fase de instrução do processo, que comprovam a amizade antiga entre os dois réus. Além disso, várias testemunhas afirmaram ter visto Silvonaldo em Cupira logo após o crime, embora ele afirme que naquele dia – 10 de maio de 2005 – estava negociando em Caruaru.

Onze dias antes do crime, Silvonaldo comprou uma moto Titan 125 cilindradas vermelha, que deixou sem emplacamento até dois dias após o assassinato de Rossini. O promotor foi alvejado com dois tiros, um no pescoço e outro na cabeça, enquanto almoçava no restaurante Tropical, ao lado do Fórum de Cupira. Os assassinos chegaram ao local justamente em uma moto vermelha sem placas: o Ministério Público sustenta que Silvonaldo era o piloto e o ex-policial José Ivan o carona, que desceu do veículo sem tirar o capacete e atirou em Rossini, ambos fugindo em seguida.

A moto foi entregue por Silvonaldo a um agiota dias depois do assassinato. Embora alegue o contrário, o comerciante saiu de Cupira e foi para Santa Cruz do Capibaribe logo após o crime. O promotor André Rabelo fechou os argumentos de acusação afirmando aos jurados que o processo contém provas suficientes para que Silvonaldo seja novamente condenado por homicídio triplamente qualificado.

Depois da pausa para o almoço determinada pelo juiz Pedro Odilon de Alencar Luz, a sessão do júri será retomada às 15h com os argumentos dos advogados de defesa. A previsão é de que o julgamento siga até o início da noite de hoje.


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