Silvonaldo é condenado novamente a 20 anos de prisão pela morte de Rossini

23/09/08

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) conseguiu nova vitória contra a impunidade quanto à morte do promotor de Justiça Rossini Alves Couto. O comerciante Silvonaldo Leobino da Silva foi novamente condenado a 20 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado em julgamento por júri popular realizado nesta terça-feira (23) no Fórum Thomaz de Aquino. Ele já havia sido condenado a mesma pena em um primeiro júri, realizado nos dias 3 e 4 de abril deste ano. Na época, os advogados de defesa apelaram solicitando novo julgamento, com base no que então previa o Código do Processo Penal antes de sua revisão.

“O resultado deste julgamento confirma, em parte, as expectativas do MPPE. E vale destacar que em nossa gestão continuaremos a atuar de forma segura na prevenção de crimes praticados contra promotores de Justiça, bem como na persecução dos acusados por crimes já consumados, utilizando toda nossa estrutura e contando com a colaboração dos demais poderes constituídos”, argumentou o procurador-geral de Justiça, Paulo Varejão. Em seguida, destacou “a excelência das relações institucionais do MPPE como ponto fundamental para o alcance dos objetivos do nosso Ministério Público”.

Silvonaldo ajudou a planejar e executar o assassinato de Rossini Alves Couto, morto a tiros enquanto almoçava no restaurante Tropical, ao lado do Fórum de Cupira, no dia 10 de maio de 2005. O comerciante comprou uma moto exclusivamente para usá-la no crime e foi pilotando o veículo até o local, levando na carona o ex-policial militar José Ivan Marques de Assis. José Ivan, responsável pelos disparos, teve seu segundo julgamento marcado para o dia 20 de novembro porque seu advogado de defesa não compareceu à sessão de hoje, alegando motivos de saúde.

“Apesar da cisão do processo, o que no primeiro momento poderia prejudicar a Promotoria, mostramos ao conselho de sentença que as provas eram as mesmas e a defesa não trouxe nenhuma novidade”, afirmou o promotor André Rabelo, responsável pela acusação junto com os promotores Fabiano Saraiva e Ricardo Lapenda. Os advogados de defesa, José Elmo da Silva e Cláudio Cumaru, vão apelar da sentença na segunda instância.

Ao final do julgamento, Paulo Varejão disse que Rossini Couto era um promotor de Justiça sério, atuante, culto e respeitado pela sociedade e pelos seus colegas. “A perda do promotor Rossini é irreparável, mas com o resultado desse julgamento nos sentimos mais confortados porque a Justiça foi feita”.


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